A Parceria Civil


O Projeto de Lei da Parceria Civil é coisa por demais de séria, diria minha amiga mineira Paulinha (escutaram o sotaque?).
A seriedade desse Projeto de Lei foi mal interpretada pela população, pois a mídia, sem os devidos retoques de veracidade e imparcialidade, levou, seja pela escrita ou pela televisiva, alguns homossexuais com muito pouco conhecimento real do assunto, pessoas que na ânsia dos seus cinco minutos de fama, acabaram externando seus sonhos, tais como: casar de véu e grinalda com padre e tudo. Aí pegou pesado para o conservadorismo do clero e dos seus “associados”.
E quando gente de visão apurada foi contatada para se apresentar, como foi o caso de Valéria Melki Busin e sua companheira no Superpop (veja aqui o vídeo:
Máquina de moer gente )- foi armação dos produtores com aquele boçal do advogado Vendramini. Advogado que mancha a classe com a sua falta de senso de justiça e homofobismo (credo! essa palavra existe!!??). Ele com certeza não têm noção de direitos e deveres, apenas ganha uns trocos nas portas das TVs para armar barraco e dar sua cara para bater. Também? Quem vai querer um advogado destes? Tem mais é que viver da grana que lhe pagam para dar show homofóbicos.
Em outros países o velho sonho do véu e grinalda foi fotografado em toda mídia, propagado há milhas...
Antes de você pensar: “Mas o que ela tem contra eu me casar de véu e grinalda, com o padre me abençoando?”, quero esclarecer:
- Nadica de nada!
Bom, de repente para alguns isso seja essencial. Aquele velho sonho...
Mas, cada um cada um. Venho exteriorizar minhas pobres altercações. Longe de mim, querer interferir nos desejos alheios. Cada um dá o que tem, faz com sua vida e metas, o que pode como pode!
Mas, ainda mantenho o que disse: o Projeto de Lei da Parceria Civil é por demais de séria!
Acho que devíamos nos preocupar, é com a legitimação dela e, não, com o que poderíamos fazer se dela tivéssemos apoio.
Andando pela net em sites jurídicos, tenho visto muita jurisprudência favorável á nós, isso me deixa mais alegrinha.
Acredito que nossa visibilidade depende de posturas certas, na hora certa e, no lugar certo.
Iça! Tomei de careta! É, sou uma baita careta porque estou preocupada com meninas e meninos que lutaram anos a fio juntos e, quando da separação, a forma de vingança é uma das duras e cruéis: o desamparo moral/ financeiro.
Vamos tomar cuidado, aqueles que têm acesso mídia em geral, vamos usar nossas palavras para elucidar a sociedade e não deixa-la ainda mais perturbada.
Não podemos esquecer que a sociedade foi concebida e educada para ser hetero e está em nós mostrar-lhes a nossa dignidade e cidadania!
Não precisamos de padre, nem pastor, muito menos de véu e bolo, quem dirá dos convidados! Precisamos de amparo legal. Precisamos que a nossa cidadania seja respeitada mesmo que para isso tenhamos que ainda sonhar escondido...

Lembrem-se segundo o poeta:
 “... os sonhos não envelhecem!”.


 

 

 

2000