Os perigos do Sal Refinado e as Vantagens do Sal Marinho
Por Dr.Marcio Bontempo
Sabe-se que o ser humano não pode viver sem o sal. Biologistas afirmam
freqüentemente a importância do cloreto de sódio para a manutenção do
metabolismo e do equilíbrio do sistema imunológico, ou de defesa.
Na Natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem precisar
adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra usado pelo homem. Na verdade,
se vivêssemos em ambiente bem natural, usando apenas alimentos retirados do meio
ambiente puro, não precisaríamos de sal. Porém vivemos hoje uma situação mais
artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a conseqüente perda de
minerais importantes, seja pelo "stress" moderno, excesso de trabalho,
perturbações emocionais (ver, por exemplo, o problema da perda de Zinco nas
neuroses e psicoses) seja pelos antinutrientes da dieta comum (açúcar branco,
farinhas refinadas etc.) e pela ma alimentação.
Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal
refinado, sendo que o primeiro e que contém elementos importantes e o segundo é
prejudicial.
O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou
extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção
do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos
importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros. Uma
industria que esteja lucrando com a extração desses elementos do sal bruto é
geralmente poderosa e possui a sua forma de controle sobre as autoridades. É
claro que será então dada muita ênfase a importância do sal refinado empobrecido
e pouca ao sal puro, integral, abominado.
Durante a "fabricação" na lavagem do sal marinho são perdidas as algas
microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar
iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido
medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de
origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades
de "controle". No entanto é geralmente usado numa quantidade 20 % superior à
quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças
da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão
tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc.
O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades
ideais. O problema que fez com que se exigisse a iodatação artificial do sal é
que industrias poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na
venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na venda do
iodeto de potássio que gera lucros absurdos para multinacionais. Imagine-se
quanto iodeto não é vendido uma vez mantido este processo.
Jacques de Langre chama esse mecanismo de "Big Oceano Multinacional Busines
Organization", capaz de controlar governos (principalmente o nosso...) e
mobilizar profissionais cegos e manipulados da área de saúde a defenderem o sal
refinado até mesmo na imprensa, como aconteceu recentemente no Brasil.
Existem problemas também não observados quanto à adição de iodo artificial. Os
aditivos iodados oxidam rapidamente quando expostos à luz. Assim, a dextrose é
adicionada como estabilizante, porém, combinada com o iodeto de potássio, produz
no sal de mesa uma inconveniente cor roxa, o que exige então a adição de
alvejantes como o carbonato de sódio, grande provocador de cálculos renais e
biliares, conforme vários estudos científicos. Este produto existe em
quantidades descontroladas no sal refinado, pois é impossível a sua distribuição
uniforme. Produz cálculos em animais de laboratório, quando usado diariamente em
quantidades um pouco inferiores as encontradas habitualmente no sal de cozinha.
Também no processo de lavagem são eliminados componentes como o plâncton
(nutriente), o krill (pequeno camarão invisível) e esqueletos de animais
marinhos invisíveis. De certa forma, em pequenas quantidades, estes fatores
fornecem importantes oligoelementos como zinco, cobre, molibdênio etc., além de
cálcio natural. O krill é o alimento único e básico das baleias.
Na industrialização do sal, freqüentemente é feita, então, uma lavagem a quente
para melhor "clarear" o produto, perdendo-se aí a maior parte dos seus macro e
micro elementos essenciais, a maior parte deles úteis na ativação e figuração de
enzimas e coenzimas. A utilização do vácuo durante o processo auxilia também a
perda de elementos.
Depois de empobrecido, o sal industrial é "enriquecido" com aditivos químicos,
contendo então perto de 2% de produtos perigosos. Para evitar liquefazer-se e
formar pedras (senão gruda nos saleiros e perde a concorrência para os sais mais
"saltinhos"), recebe oxido de cálcio (cal de parede) que favorece também o
aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar devido à sua origem
não-natural. Depois outros aditivos são usados, como: ferrocianato e prussiato
amarelo de sódio, fosfato tricálcico de alumínio, silicato aluminado de sódio e
agentes antiumectantes diversos, entre eles o óxido de cálcio e o carbonato de
cálcio. Obtém-se assim o sal refinado que agrada a dona-de-casa: branco,
brilhante, soltinho, rico em antiumectantes, alvejantes, estabilizantes e
conservantes, mas sem cerca de 2,5% de seus elementos básicos, que não são
exigidos por lei...
Entre uma das perdas irreparáveis no sal refinado está o importante íon
magnésio, presente no sal marinho sob a forma de cloreto, bromato, sulfato etc.,
de origem natural.
Sabe-se que a escassez de magnésio no sal refinado favorece também a formação de
cálculos e arteriosclerose, além de arteriosclerose em diversas regiões do
organismo quando o cálcio de origem não natural está presente, como é caso do
sal industrializado.
Sabemos que o magnésio enquanto abundante no adulto é escasso em pessoas idosas,
que está relacionado à sensibilidade precoce e impotência. O organismo adulto
precisa de cerca de 1g de magnésio por dia. A desmineralização pela lixiviação
do solo produz uma diminuição da quantidade de magnésio em vegetais e sementes.
O magnésio também está diminuído nos cereais decorticados e farinhas brancas e
sempre em quantidades suficientes nos produtos integrais. O sal refinado comum
de mesa processado à vácuo ou fervido, possui quantidade de 0,07 % de magnésio.
O magnésio promove a atividade das vitaminas e estimula numerosas funções
metabólicas e enzimas como a fosfatase alcalina. Participa de modo importante no
metabolismo glicídico e na manutenção de equilíbrio fosfato/cálcio.
Testes de laboratório revelam que cobaias desprovidas de magnésio param de
crescer e morrem em 30 dias. Os benefícios do sal rico em magnésio são devidos
ao espetacular estímulo ao crescimento normal de células.
O sal marinho não é a única fonte de magnésio. Ele está presente normalmente nas
folhas verdes (como núcleo da molécula de clorofila) e em muitos alimentos do
reino vegetal. Com a alimentação a base de produtos refinados, como sal, açúcar,
cereais etc., as pessoas estão expostas a muitos problemas, sem que as
autoridades sanitárias atentem para a situação.
Não é necessário usar uma grande quantidade de sal marinho na dieta, como pode
parecer. Bastam pequenas quantidades. Sabe-se também que o teor de sódio deste
sal é menor que no refinado, que possui elevadas concentrações de sódio sob a
forma de cloreto. Isto pode ser verificado provando-se os dois. O sal refinado
produz uma sensação desagradável devido a sua concentração, ao passo que uma
pedrinha de sal marinho é até agradável ao paladar. Devido ao seu elevado teor
de sódio, o sal refinado favorece a pressão alta e a retenção de líquidos, o que
não ocorre com o marinho. O hipertenso pode até usar sal marinho no alimento,
dependendo da sua condição clínica, pois os teores de sódio são menores.
O consumo de sal refinado é hoje muito exagerado. A quantidade usada é estimada
em 30 g por dia por pessoa, sendo maior se existe o costume de usar alimentos
mais salgados do que o habitual. Um prato de comida contém de 8 a 10 g de sal,
não estando com sabor muito salgado. Mensalmente uma pessoa consome cerca de 1
quilo de sal, o que é já um grande excesso.
Sabemos que quando um médico atende um paciente que sofre de pressão alta ele
diminui ou suspende o sal, pois a sua capacidade hipertensiva já é conhecida,
mas nada se faz para prevenir mais casos de pressão alta informando a população
sobre os efeitos do sal. Ao contrario, levianamente, médicos e autoridades
permitem que se use quanto se queira do mesmo. É freqüente que, quando alguém
mais consciente recomenda ou usa o sal marinho, a "autoridade" reprove o uso
preocupada com um fator menos importante que ela apenas “acha” que ocorre que é
a "falta" de iodo do sal dos "naturalistas". O mais curioso é que os médicos,
sem saberem, também estão correndo o risco de sofrerem de hipertensão, problemas
renais etc., pois usam o sal refinado.
Nos Estados Unidos e em vários países da Europa já existe sal "colorido".
Podemos ter em casa um sal azul, vermelho, roxo, verde e qualquer outra cor que
se queira, como mais um resultado da capacidade tecnológica da nossa
civilização. Como mais um exemplo de fator antivida determinado por interesses
em lucros fantásticos.
Resumo dos Efeitos do Sal Refinado e Doenças Correlatas:
Hipertensão arterial
Edemas
Eclampsia e pré-eclampsia
Arteriosclerose cerebral
Aterosclerose
Cálculos renais
Cálculos vesicais
Cálculos biliares
Hipoplasia da tireóide
Nódulos da tireóide
Disfunções das paratireóides
Resumo dos Aditivos Químicos do Sal Refinado:
Iodeto de potássio
Óxido de cálcio
Carbonato de cálcio
Ferrocianeto de sódio
Prussiato amarelo de sódio
Fosfato tricálcico de alumínio
Silicato aluminado de sódio
Dextrose
Talco mineral
Observação Importante:
O sal bruto, retirado das salinas não deve ser usado e sim o sal marinho moído
fino (é o mesmo sal grosso próprio para churrascos). O sal bruto que provém dos
compartimentos mecanicamente escavados das salinas possui até 20 % de agentes
poluentes quando oriundo de baías poluídas pelas industrias. No Brasil temos a
sorte de não termos um sal bruto assim pois a maior parte dele provém de Cabo
Frio (RJ) e Mossoró (RN). Nos Estados Unidos o problema é mais grave, pois o sal
contém de 7 a 20 % de agentes poluentes industriais e sujeira. Lá é necessário
que ele seja bem lavado e refinado. O uso do sal bruto, mesmo que não muito
poluído, está relacionado com o surgimento de calcificações e enrijecimento das
juntas, pois estes problemas surgem quando há ingestão prolongada de água pura
do mar. Aconselha-se o uso em pequenas quantidades do sal marinho, evitando-se
retirá-lo diretamente das salinas. Ele deve passar antes pela primeira fase de
lavagem leve, que não retira do sal elementos presos entre os cristais, como
ocorre quando o sal é totalmente dissolvido nos tanques de hidratação e
ionização.
O sal de rocha só deve ser usado em última circunstância pois não contém todos
os elementos presentes no sal marinho. Origina-se da sedimentação de lagos ou
águas paradas e é retirado de minas, também conhecido como "sal gema". Grande
parte dos microorganismos e minerais são perdidos com o tempo.



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