DST's - DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
Na condução do tratamento de uma DST é importante o controle
de cura, isto é, a reavaliação clínica e laboratorial após o término do
tratamento.
Algumas doenças podem persistir apesar da sensação de melhora
relatada pelo paciente. Este é também um dos riscos da auto-medicação pois o
controle de cura adequado deve ser feito por um médico com vivência nesta área.
Na auto-medicação, além dos riscos de ingerir um medicamento inadequado e sem o
conhecimento dos seus potenciais efeitos colaterais, corre-se o risco de
camuflar ou mascarar a doença, quando o medicamento, por alguma de suas ações,
promover apenas uma melhora dos sintomas, sem determinar a sua cura definitiva.
Cuidado com a "empurroterapia" praticada por balconistas de
farmácia. Eu costumo dizer que a mesma equivale a uma "roleta russa"
invertida...
As mulheres são mais susceptíveis a infecção e desenvolvem
complicações com maior frequência do que os homens, sendo portanto a morbidade
das DST maior nas mulheres.
É recomendável que imediatamente antes ou
imediatamente depois de sua primeira atividade sexual, independente de sua
idade, as mulheres iniciem seu acompanhamento ginecológico, o qual deverá ser no
mínimo anual e pelo resto de sua vida.
Em geral, os agentes etiológicos das DST
tem o trato genital humano como único reservatório e sobrevivem mal ou não
resistem fora do corpo humano.
As doenças sexualmente transmissíveis persistem
nas populações humanas caracterizadas por elevados índices de troca de parceiros
sexuais. Pesquisas de comportamento sexual identificaram que índices de maior
aquisição de parceiros sexuais são mais frequentes: -entre homens do que entre
mulheres; -entre os homossexuais masculinos do que entre os heterossexuais;
-entre as pessoas atendidas em clínicas de DST do que entre a população em
geral; -entre adolescentes e adultos jovens do que entre os adultos mais velhos.
Já existe comprovação de que as doenças que causam úlceras genitais facilitam a
transmissão do HIV. A infecção uretral gonocócica assintomática parece resultar
de uma condição estável entre parasita-hospedeiro e pode persistir por até 6
meses caso não seja tratada.
Até pouco tempo, o virus da Hepatite B era o único
agente de DST para o qual existia vacina eficaz.
Em 2006 foi aprovada pela
ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a utilização da Vacina
Quadrivalente produzida pelo Laboratório Merck Sharp & Dohme contra os tipos
6,11,16 e 18 do HPV, para meninas e mulheres de 9 a 26 anos que não tenham a
infecção.
Esta vacina confere proteção contra os vírus citados acima, os quais
são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero (tipos 16 e 18) e
90% dos casos de verrugas (condilomas) genitais (tipos 6 e 11). Em alguns homens
pode ocorrer a persistência dos sintomas de uretrite sem sinais objetivos da
mesma. Uma secreção mucóide e clara (translúcida) persistente, não caracteriza
anormalidade por si só e é relativamente comum mesmo após um tratamento
adequado.
O controle (avaliação e tratamento) das(os) parceiras(os) é
recomendável em todos os casos de DST. As recorrências (retorno das
manifestações) podem ocorrer e isso deve ser lembrado antes de se atribuir culpa
a um(a) parceiro(a) "não confiável".
Um episódio de uretrite não imuniza a
pessoa de infecções subsequentes. Grande parte da lesões iniciais da sífilis
passa desapercebida nas mulheres em função de razões anatômicas e pelo caráter
não doloroso do cancro primário. É cada vez mais frequente a associação de dois
agentes causando uma uretrite ou vaginite. As associações mais comuns são :
Gonorréia + Uretrite por Clamídia Gonorréia + Tricomoníase Tricomoníase +
Uretrite por Clamídia Os programas de controle das DST tem caracteristicas
comuns e visam : -modificação do comportamento de risco -promoção do uso dos
preservativos -tratamento dos casos sintomáticos -detecção das infecções
assintomáticas -investigação dos contactos sexuais das pessoas infectadas No
Brasil, as estimativas anuais (Dados de 2003, segundo site do Programa Nacional
de DST e AIDS do Ministério da Saúde) de transmissão sexual na população
sexualmente ativa são:
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