Saúde Intima
Use sabonete neutro ou produtos
apropriados para a higiene da região genital. Evite os sabonetes comuns e os que
contém cremes hidratantes. Esses são ótimos para a pele, mas péssimos para a
vagina. Pode-se ter dois sabonetes, um para as mucosas, outro para o resto do
corpo.
Evite desodorantes íntimos e produtos como talcos e perfumes.
Evite excessos, como lavagens exageradas na região genital, que podem retirar a
proteção natural da vagina.
Use roupas leves, que não comprimam a região genital.
Evite o uso excessivo de tecidos sintéticos e jeans.
Dê preferência a calcinhas de algodão em relação às de tecidos sintéticos, como a
lycra.
Lave as calcinhas com sabão de coco ou sabonete neutro. Não use amaciante, nem água
sanitária nas peças. Do contrário, é preciso se certificar de que não restaram
resíduos dos produtos no tecido.
Seque a roupa íntima em locais secos e arejados, de preferência expostas ao sol. Não
deixe as calcinhas secarem em banheiros e outros locais abafados.
Não passe muito tempo com biquinis molhados.
A depilação deve ser feita de forma cautelosa. É preciso observar as condições de higiene do
local que oferece o serviço e se certificar que a cera é descartável. Antes e
após o procedimento deve ser feita a limpeza da área para evitar a contaminação
por germes.
Durante a menstruação, troque o absorvente quantas vezes for necessário, dependendo do
fluxo, e com um mínimo de três vezes. A cada troca, fazer a higiene local.
O uso de absorventes diários não é recomendado. Eles impermeabilizam e impedem a
transpiração da região genital, favorecendo a instalação de fungos e bactérias.
Absorventes internos podem ser usados desde que trocados com regularidade.
Evite papel higiênico colorido ou perfumado. Eles podem agredir a mucosa.
Jamais use duchas vaginais sem prescrição médica.
Não use o chuveirinho do vaso sanitário para lavar a vagina internamente. A água remove as
bactérias e torna a área mais suscetível a infecções.
A mulher possui uma lubrificação natural. Procedimentos que deixam a área genital
ressecada podem levar a pequena rachaduras que são fonte de infecção.
O lubrificante íntimo pode ser uma boa alternativa para manter a lubrificação da
mulher durante a relação sexual.
Procure sempre um médico aos primeiros sintomas atípicos e nunca faça a auto-medicação.
Procure um médico regularmente, de seis em seis meses a um ano, para realizar os exames
ginecológicos. Atenção: a prevenção é o conjunto de todos os procedimentos
durante a consulta, incluindo a conversa com o ginecologista. Não apenas o exame
citológico ou das mamas.
Para quem se sente à vontade, dormir sem calcinha é uma boa oportunidade para a
pele da região genital respirar.
Fonte:Ginecologistas-Frederico Perboyre, Sérgio dos Passos Ramos,
Edson Lucena, Fernando Aguiar e Sílvia Bonfim

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